Papel de Seda


Quinta-feira , 24 de Julho de 2008


Fim de tarde

Essa lindona aí é minha mãe Vera, posando para as minhas lentes - a da máquina e as dos óculos - num fim de tarde mágico no centro histórico de Macapá.

Escrito por Márcia Corrêa às 22h24
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Expressões...

 

Escrito por Márcia Corrêa às 21h58
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Tem sarau no Largo

Telma Duarte explica tudo, tim tim pot tim tim, para Roberta Lia

O Sarau do Largo dos Inocentes acontecerá na última sexta-feira de cada mês, a partir do dia 25 de julho. Será uma grande seresta com exposição de artes plásticas, poesias, obras da literatura amapaense, artesanato e música, no horário de 18:00 às 23:00 horas. Até as 20 horas haverá música ambiente e tendas com exposições e comercialização de produtos da cultura local. A partir das 20 horas terão início as apresentações de música ao vivo. As atrações musicais do primeiro Sarau do Largo dos Inocentes serão:

20 às 21:30 horas – Quarteto da Bossa: grupo musical composto por Jefferson Monteiro (compositor e vocal), Cristina Monteiro (compositora e vocal), Raimundo Chermont (compositor e vocal) e Michelle Barbosa (Vocal). O grupo faz uma homenagem aos 50 anos da Bossa Nova interpretando canções famosas do gênero, além de canções de compositores amapaenses com arranjos de bossa. O Quarteto da Bossa existe desde 2004 e já realizou shows no Teatro das Bacabeiras, Expo-feira, Projeto Botequim, Macapá Verão e faz apresentações em eventos empresariais.

21:30 às 23 horas -  Júlia Medeiros: A cantora tem mais de 20 anos de carreira e um disco gravado de forma independente. O CD Realidade foi lançado em 2003 e tem repertório composto por compositores do Amapá e composições da própria Júlia. Em suas apresentações a artista é conhecida pelo ecletismo e pela interação com o público. Canta samba, seresta, boleros, MPB e música regional. No Sarau do Largo dos Inocentes será acompanhada por violão.

Escrito por Márcia Corrêa às 21h45
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Domingo , 20 de Julho de 2008


Eu vim de lá...

Inspirada na série de entrevistas realizada por Alcilene Cavalcante, do blog Repiquete no Meio do Mundo (www.alcilene.zip.net), cujo título Macapá Marejando Meu Olhar moveu as emoções dos macapaenses de nascimento e de coração, resolvi fazer uma série de entrevistas com os macapaenses que moram fora da cidade. A idéia é mover as saudades e, ao mesmo tempo, trazer informações de outras paragens, que possam contribuir com nosso debate sobre a cidade neste ano de mudanças.

 

 

O primeiro entrevistado é o poeta amapaense Ivan Daniel Amanajás (na foto com o filho Enzo), editor do blog Revelações de Minh'alma (www.navileinad.blogspot.com). Mora longe de Macapá há 15 anos. Saiu para terminar o segundo grau e se preparar melhor para prestar vestibular fora. Na época pretendia cursos que ainda não existiam em Macapá. Hoje é Administrador de Empresas e cursa faculdade de Direito. Já morou em Brasília e atualmente mora em Belém. Seus pais são o médico Jaci Pena Amanajás, e a professora de música Maria Neuma da Silva Amanajás. O poeta, bisneto do Maestro Oscar Santos, define o pai como um “grande amigo” e a mãe como seu “alicerce”. Vamos ver o que pensa sobre a cidade onde nasceu no momento em que ela é avaliada por seus habitantes.

 

Macapá: “Terra de farturas ocultas, onde os sonhos de muitos acabam nas mãos de poucos.” (Ivan Daniel)

 

1 - Quando vem de férias ou visitar a família, qual sua impressão sobre a cidade? Qual foi a última vez que esteve aqui?

 

Quando estou em Macapá tenho a certeza de que a cidade está abandonada, deixou de ser impressão há muito tempo. Tanto o Poder Público Executivo, estadual e municipal, quanto a maioria dos moradores tratam a cidade com descaso, e isso a deixa feia e triste. Estou agora na cidade, julho de 2008.

 

2 - O que você gostava em Macapá, que não encontra mais quando vem? O que você não gostava, que considera ter melhorado?

 

O que eu gostava era da tranqüilidade, sair de carro sem muita preocupação com o trânsito violento de hoje, encontrar os vizinhos nas calçadas conversando noite adentro, passear na Beira-rio ouvindo o barulho da maré e do vento nas árvores, não a música ensurdecedora de vários carros ao mesmo tempo.
Eu não gostava da falta de cursos superiores, por isso tive que sair. Hoje fico feliz ao ver tantos cursos à disposição dos estudantes.

 

3 - Que experiência de política pública, obra importante ou conduta governamental você observou em outras cidades, que servem de exemplo para Macapá?

 

A urbanização adequada, bonita e inteligente de Brasília me chamou muito a atenção. Também a organização do sistema viário, transporte coletivo, e os diversos canteiros de flores e plantas ornamentais espalhadas pela capital federal. Isso embeleza a cidade e ressalta ainda mais o seu planejamento.
Uma conduta governamental que destaco ocorreu em Belém, onde uma administração municipal privilegiou as pequenas obras que beneficiavam micro-regiões populacionais. Seria perfeito pra Macapá porque a cidade ainda é pequena, mas cresce desordenadamente.

 

4 - Você gostaria de voltar a viver aqui? Se sim, em que condições? Se não, por quê?

 

Eu gostaria muito de voltar a viver aqui, sem quaisquer condições, apenas pelo prazer de estar novamente na minha terra. Mas infelizmente não dá pra ser assim, o que pesa mais nessa balança é a razão, não dá pra voltar pela emoção.


5 - Defina Macapá.

 

Terra de farturas ocultas, onde os sonhos de muitos acabam nas mãos de poucos. Mas apesar disso, Macapá é a cidade onde tenho raízes ainda firmes e profundas, por isso digo que é a minha terra, uma cidade única por sua localização privilegiada e de beleza natural ainda pouco aproveitada. A maior beleza de Macapá está no coração de quem tem orgulho de ser macapaense.

Escrito por Márcia Corrêa às 11h24
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