Papel de Seda


Sexta-feira , 29 de Agosto de 2008


Novo CD de Zeca Baleiro traz parceria com Joãozinho Gomes

 

“...Você é maluca, você é malina, você é malandra só não é massa. E você magoa e você massacra e você machuca e você mata...”. Você é má é uma das novas canções do repertório de Zeca Baleiro, um dos artistas mais inovadores da Música Popular Brasileira. Legal é que essa canção é uma parceria de Zeca com o nosso poeta amazônico, Joãozinho Gomes. A música está no novo CD de Baleiro, “O coração do Homem-bomba”, que traz muitas inéditas e algumas releituras.

 

Em seu site na Internet, www.zecabaleiro.com.br o artista maranhense escreveu um texto sobre o disco, contanto a história de um homem-bomba que não explodiu e envelheceu num asilo: O Conto do Homem-bomba. Assim ele introduz o que seria um release - matéria de divulgação direcionada à imprensa – sobre seu mais novo trabalho, que é duplo. Quando passa a escrever sobre os parceiros nas composições, Zeca Baleiro assim define o poeta amazônico: “Joãozinho Gomes, soberbo poeta paraense radicado no Amapá, uma grata descoberta nas minhas andanças pelo país”.

 

No último final de semana os dois artistas se encontraram em Belém, onde Zeca fez um show. Jantaram juntos com um grupo de amigos e apertaram os laços da amizade poético-musical. Zeca Baleiro estará em Macapá na próxima quinta-feira (04) para um show na Fortaleza de São José. Imperdível! Afinal, além de ter uma história de apresentações memoráveis na cidade, Zeca vai cantar a canção que fez com Joãozinho para o deleite dos fãs de ambos.

Escrito por Márcia Corrêa às 14h16
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Quinta-feira , 28 de Agosto de 2008


Zero Voto, livro de bolso será lançado no Sarau

A jornalista Alcinéa Cavalcante e o arquiteto Rostan Martins lançam o livro de bolso “Zero Voto” no Sarau do Largo dos Inocentes. Amigos e companheiros de inquietações literárias, Alcinéa e Rostam descobriram um formato barato e popular para publicar suas idéias. Em fevereiro último lançaram o “Sambou”, um livreto com histórias engraçadas e curiosas dos bastidores do carnaval. Aquilo que vira folclore está no livro.

“Zero Voto” vem na mesma esteira. Descontraído e compromissado apenas com o inusitado jeito tucuju de fazer política, o livro conta episódios curiosos e gafes de políticos e assessores com muito humor. O título se refere a um estilo de anunciar o número de votos de cada candidato usado por um juiz na década de 70 em Macapá. Clemansor era o nome dele. As apurações eram transmitidas pelo rádio. Quando o pobre coitado não tinha voto nenhum, Clemansor dizia: Fulano de tal, zero voto.

Escrito por Márcia Corrêa às 22h33
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Sarau do Largo faz homenagem à poetisa Aracy de Mont'Alverne

 

O segundo Sarau do Largo dos Inocentes homenageia a poetisa Aracy de Mont'Alverne nesta sexta-feira (29). A exposição está sendo organizada pela poetisa Elizabeth Soares, com a colaboração do Museu sacaca e da Escola Estadual Aracy de Mont'Alverne. Poemas, fotos, livros e biografia estarão à disposição do público a partir das 18 horas. Lembrando que a música ao vivo começa às 20 horas.

 

Breve biografia

 

Por Edgar Rodrigues

 

Aracy Miranda de Mont'Alverne (1913- 2002), poetisa paraense, viveu no Amapá desde o período do Território até falecer. Nasceu em 13 de fevereiro de 1913, na cidade de Colares (Pará), e faleceu em 1º de dezembro de 2002. Filha de Werneck Barbosa de Miranda e Raimunda Maria de Miranda.


Estudou nos colégios de Belém e formou-se professora normalista no ano de 1933. Começou a trabalhar na função de professora do Ensino Primário em Belém, no período de 1933 a 1936. Exerceu função de orientadora do Ensino Primário em 1937, na Secretaria de Estado da Educação do Pará.
Chegou ao Amapá no dia 8 de dezembro de 1942, convidada pelo então governador Janary Gentil Nunes, ingressando no quadro de funcionários do Governo da função de professora dos cursos pré-primário e primário. Exerceu vários cargos publicos no Territorio e atual Estado do Amapá. É membro da Academia Amapaense de Letras.


Obras: “Luzes da Madrugada” (poesia) e “Arquivos do Coração” (Poesia).
Em 1º de março de 1951.

Escrito por Márcia Corrêa às 21h57
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São José Diligente

 

Meus ouvidos andam inebriados com a música instrumental. Descobriram com mais fervor que ela fala e canta em línguas tão sutis que encontra no universo a sintonia perfeita com a obra do Criador. São José Diligente é o CD lançado por Marcos Quinan, em novembro de 2004. Tem a ousadia de contar a História sem dizer palavra, em homenagem aos descendentes dos mortos do episódio conhecido como Brigue Palhaço, ocorrido no contexto da Cabanagem, no Pará.

 

No texto de abertura, Quinan situa o trabalho num “...tempo de noites escuras. Entre relheiros, sementes, fogueiras, dominâncias e sonhos de liberdade”. E o define como uma “liturgia leiga e viva” para contar, através da “vontade muda das palavras” o “que nossa história escasseada, descurada, não quer contar”. Nunca ouvi algo tão profundamente comovido e comovente. Tão afetuoso com a História.

 

Em São José Diligente as vozes de muitos, perdidas no tempo entre risos, lágrimas, tensões, tragédias, algumas felicidades cavalgadas na direção do incerto. Futuro que não há, no amor que há na morte da esperança.

Cada acorde uma “vontade muda” que grita e roga por compaixão. Apelo à lembrança dos dias que virão. Uma exuberância! E a cavalgada... levando a alma a sair pela boca. Tensão... Insensatez... aflição...

 

Na Canção do Reino a dança da corte nua. Olhares furtivos, seios vertidos em apelos lancinantes. Lascívia da pele que fala segredos de amor... e de morte. Passos escassos, lentos, precisos na direção do que vê, na contramão do que sente. Não há coração... só a intensidade da emoção, da presente vontade imprecisa da razão. O agora, a urgência, a inconseqüente vertigem do desejo.

 

Choro de Valsa faz a saudade falar sem dizer nada. Inevitável chorar manso feito água que esqueceu de secar. Conversa de amor que amacia o coração em silêncios imprudentes, como se as partituras fossem escritas na alma do ser amado. Há súplicas, despedidas e um acalanto que descreve no olhar a dor da ausência, guardada numa carta que de tão dobrada fechou-se em vincos.

 

É necessário ar, suspiro fundo e um certo tempo para que o coração se despeça de Choro de Valsa, até deixar que Camboinha traga o dia levemente, desde o seu mais tenro amanhecer. Céu azul no vilarejo, crianças descalças correm na poeira solta do sopro do vento. Moça bonita ergue o cesto no portal do tempo. E o dia caminha na feira, no porto, atravessa a estrada num carro de boi, enquanto a cigana dança suas fitas num centro da praça. Tem alegria, esperança. Tem calmaria no seio da mata.

 

Roncador diz sobre as esquinas do cotidiano, as conversas ao pé da porta de um lugar perdido entre o que terá sido, e o que ainda é. Entre as possíveis verdades e as prováveis mentiras da história escrita a tantas mãos, contada a tantos interesses. É como se uma orquestra de anjos conversasse em dialeto do céu com os seres errantes da terra, sobre os caminhos controvertidos da História. Conversa de quem vê o rumo das coisas para além da exatidão, em palavras simples e claras que ecoam desde lá até o então.

 

Relembrando surge de um nada em volta e cresce invadindo os sentidos de tanto sentimento. Ocupa, preenche, inquieta, aflora e deflora a alma da gente. Não há repouso possível para a lágrima que quer chorar. É tanta saudade, súplica, eterno desaguar. A música feito lâmina cega que quer cortar. Nunca mais tanta dor, nunca mais tanto amar.

 

Reduto acalma o coração dentro do peito. Diz a ele que há esperança, há compaixão. Acalanto em memória das perdas, das saudades que não tem mais cor. Sinal de vida no rumo do lamento e da imperativa vontade do amor. Lucidez cálida, razão na dor, sábio destino curando as feridas rasgadas na carne a corte de facão.

 

Pedindo Campo abre o portal da força de uma gente desassossegada na chama da contradição. Vida ao extremo em conflitos históricos servidos ao tempo na bandeja do martírio. Traz a face da guerra, da reação. Traz a negociação da paz que respira em algum canto de chão. Um ir sem partir. Um permanente desejo de ficar.

 

Conversa de Guerreiro inquieta e cria a expectativa épica do desenlace. Tem o exercício da inteligência como ferramenta de luta, da arte de conviver no mesmo plano com a luz da razão e a sombra da crueldade, Tem a peleja, o sobressalto, as artimanhas da sobrevivência em conluio com o insólito poder da vontade. Tem a possibilidade da dor escrita com fio de pedra no chão do campo de morte.

 

Na Gafieira a nossa mais complexa brasilidade, cheia de cortes e cicatrizes que dançam redesenhadas na alegria. O amor de chinelo de dedo em chão de barro. O riso, a sensualidade mergulhada no olhar provocante, no passo oscilante de quem quer mais do agora. No gingado exuberante onde tudo se redime e a vida faz sentido. Onde o simples é infinitamente belo e a dor não faz do corpo estalagem.

 

Eito é o depois da festa. O depois da alegria efêmera. Quando as cicatrizes ressurgem pungentes no pulsar da gente. Faz a pele entrar em estado de espera. Devolve aos músculos a estação das chuvas e pede recolhimento. Abre as janelas do tempo e deixa que as folhas tragam notícias do antes para a tradução do depois. Fala no tocante ao coração cansado de tanto guerrear com a ambição. È despedida sem ser, porque marca na saída a volta do talvez.

 

Todas as músicas do disco são de Marcos Quinan em parceria com Marco Antônio Quinan, Eudes Fraga, Fernando Merlino e Henrique Pereira Alves. Interpretadas por Fernando Merlino, Fernando Carvalho, Roberto Stepheson, Marco Antonio Quinan, Paulo César Pinheiro, Luciana Rabelo, Pedro Amorim, Waldonis, Pantico Rocha. Com direção musical de Eudes Fraga. O CD pode ser encontrado na loja virtual www.ladodedentro.com.br.

 

Márcia Corrêa

Agosto/2008

 

Em tempo

O massacre do "Brigue Palhaço" aconteceu no ano de 1823 quando os soldados - negros, caboclos e índios - rebelaram-se contra os portugueses e juntaram-se ao povo pobre a fim de lutar pela independência da então colônia de Portugal. O movimento foi um importante levante popular militar que queria por fim a uma sociedade escravocrata e tinha como objetivo efetivar a divisão de riquezas. Para fazer frente ao levante, portugueses se uniram e lutaram contra os soldados, que, por sua vez, perderam o embate e foram aprisionados nas cadeias. Nos dias 20 e 21 de outubro de 1823, prisioneiros foram transportados das cadeias públicas para o navio ?Brigue Palhaço?. Na ocasião, 252 soldados foram mortos sob a justificativa de serem anarquistas. (Extraído do Centro de Mídia Independente).

Escrito por Márcia Corrêa às 14h09
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Quarta-feira , 27 de Agosto de 2008


Expressões... (VII)

Escrito por Márcia Corrêa às 23h38
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II Sarau do Largo dos Inocentes

A arte invade o Largo dos Inocentes nesta sexta-feira (29). É o II Sarau da Confraria Tucuju que vem celebrar as noites de verão em Macapá. Será mais uma grande seresta com exposição de artes plásticas, poesias, obras da literatura amapaense, artesanato, mostra do folclore regional, gastronomia e música. A partir das 18 horas, quando o sol estiver se derramando no horizonte, começa no Largo a movimentação cultural.

 

Às 20 horas entram em cena os shows de música ao vivo. Esse horário respeita a celebração religiosa da Matriz de São José, nosso cenário a céu aberto. O primeiro show será com a cantora Silmara, vocalista da Banda Negro de Nós, que fará apresentação solo cantando Música Popular Brasileira. Em seguida, Finéias e Banda, com repertório nacional, incluindo Bossa Nova. Todas as atrações musicais do Sarau incluem em seu repertório, com ênfase, a música brasileira feita por compositores do Amapá.

 

Nas artes plásticas: O Sarau trará este mês exposições dos artistas plásticos Deco, Wagner Ribeiro, Da Gama, Honorato, M. Silva, Pantaleão e Herivelton.

 

Na poesia: Homenagem especial à poetisa Aracy de Mont’Alverne, organizada pela também poetisa Elizabeth Soares; varais de poesia e declamações.

 

Na literatura: Lançamento do livro de bolso "Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins, um divertido jeito de contar causos da política local. Tenda com exposição do acervo de literatura amapaense da Biblioteca Pública Eucy Lacerda.

 

No artesanato: Exposição e comercialização de peças produzidas pelos artesãos Firmina (bonecos e bijuterias), Socorro (chapéus e sandálias), Jejê (cordões e anéis de sementes), Edicléia (camisas e bijuterias),  Esmeraldina (bonecas e camisas) e Margareth (camisas.

 

No folclore: História, indumentária, instrumentos e artefatos do Marabaixo.

 

Na música: A Associação dos Músicos e Compositores do Amapá – AMCAP participa do Sarau expondo e comercializando CDs e DVDs de artistas amapaenses.

 

Os shows:

 

Silmara Lobato, aos 15 anos começou a cantar profissionalmente nas noites de Macapá, integrando a Banda Moara, onde permaneceu por dois anos. Em 1997 saiu para participar do projeto "Batuquerada", cantando na banda de mesmo nome por 3 meses. Com o fim do projeto, cantou durante 6 meses na extinta Banda Sigma do Oitante, onde juntamente com vários músicos gravou a canção "Meninas do Amazonas", primeiro trabalho registrado em CD.

 

Essa música fez com que fosse convidada para participar como intérprete no II Femac (Festival Macapaense da Canção) onde se destacou como revelação. Após breve carreira solo, retornou a Banda Moara onde permaneceu por mais um ano. No fim de 1998 foi convidada para gravar o CD de um grupo que seria lançado no início do ano seguinte, e trazia a idéia inovadora para a época de uma mulher no vocal. Aceitou o convite e passou a integrar a Banda Negro de Nós onde canta até hoje.

 

Completamente eclética e fã de artistas diversos (de Caetano a Legião Urbana), vê com enorme alegria a oportunidade de interpretar as pérolas da MPB que tanto gosta de ouvir. Com repertório grandemente variado, neste show intimista promete fazer aquilo que mais gosta e que lhe rende momentos de extrema satisfação: cantar, interpretar, viver a música.

 

Finéias Reis, é músico, arranjador e produtor musical. Iniciou na música dentro de casa com seu pai, o professor e mastro Tiago Reis. Aos 15 anos tornou-se músico profissional da noite tocando os mais diversos estilos. Durante três anos, em Cayenne, Guiana Francesa, fez parte da banda New Star. Integrou a banda que acompanhava o cantor Kzan Nery e também a banda The Tramp’s. Mais tarde integrou a banda Brind’s, onde permaneceu por sete anos ao lado do músico Vanildon Leal. Tocou com os maiores nomes da música no Amapá como a cantora Patrícia Bastos. Tem um trabalho instrumental inovador com a banda Amazon Music e recentemente coordenou o I Festival de Música Instrumental do Amapá.

 

O Sarau do Largo dos Inocentes nasceu para recriar no centro histórico de Macapá o sentimento de amor pela cidade, através das artes e do resgate da memória.

Escrito por Márcia Corrêa às 18h55
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Grupo Desclassificáveis apresenta espetáculo Bent no Teatro Porão do SESC

Foto: Marcelo Santos

 

Por Juliana Coutinho

 

Neste sábado, 30 de agosto, o Sesc apresenta o espetáculo teatral Bent, do grupo amapaense "Desclassificáveis".

 

Dia:30/08/08

Horário: 20h

Ingresso: R$4 - venda na hora

Local: Teatro Porão - Sesc Araxá

 

Sinopse

"Bent", de Martin Sherman aborda, de forma poética, uma questão extremamente delicada na história da humanidade: a perseguição nazista aos homossexuais. Num claro movimento de humanização, emblematizado pela figura dos personagens. A montagem propõe a transformação da poesia cênica - tendo como principio norteador uma representação que enfatiza o seu foco: no trabalho do ator, sua relação com a platéia e na valorização do texto teatral. Assim como, aproximar e contribuir para uma reflexão critica da realidade que possa contrapor com os alicerces de uma moral conservadora, alienante e moldada a diferentes formas de preconceito.

 

Desclassificáveis

Consiste na 1º montagem do grupo teatral "Desclassificáveis, com o apoio da Associação Cia Ávlis em Movimento. Formado por atores / estudantes de teatro e que tem como proposta de trabalho: a formação de platéia ; a investigação cênica de textos que exploram o universo marginal e o cotidiano de indivíduos ou classes que de alguma forma são discriminados, ou simplesmente esquecidos pela sociedade dominante. Além, de propiciar apresentações em espaços alternativos, teatros e escolas; O grupo pretende viajar pelo interior do estado e participar de importantes eventos de artes cênicas do cenário nacional.

Escrito por Márcia Corrêa às 18h51
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Seminário para o plano nacional de cultura

O Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Cultura em parceria com o Ministério da Cultura e Câmara dos Deputados Federal realizará nos dias 03 e 04 de setembro de 2008 o Seminário para discussão do Plano Nacional de Cultura. O Plano Nacional de Cultura é um conjunto de estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas para a área cultural, nos próximos dez anos, que está sendo elaborado com a participação da sociedade brasileira. A discussão pública sobre o PNC começou em 2003, quando foi realizado o Seminário Cultura Para Todos. Depois, foram realizadas audiências públicas, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, e dando continuidade ao processo, em 2005, a 1ª Conferência Nacional da Cultura.

 

Os encontros estaduais fazem parte da etapa final de discussão pública sobre o Plano Nacional de Cultura e vão ser promovidos em todos os Estados até o final do ano. Os resultados serão incorporados ao texto que subsidiará a relatoria e votação pela Câmara dos Deputados.  Os debates do seminário estão estruturados em cinco grupos de trabalho (GTs), cujos temas correspondem às cinco estratégias gerais do caderno de propostas de diretrizes para o PNC:

 

I-Proteção e valorização da diversidade cultural brasileira;

II-Universalização do acesso dos brasileiros à fruição e a produção cultural;

III- Ampliação da participação da Cultura no desenvolvimento sócio econômico sustentável;

IV- Fortalecimento da ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais;

V - Consolidação dos sistemas de participação social na gestão das políticas públicas.

                            

Além dos grupos de trabalho, que vão se reunir na quinta-feira dia 04, das 8h30 às 17h, serão ministradas oficinas de capacitação de agentes e gestores culturais na quarta-feira dia 03, das 9h às 13h. Durante essa última atividade, serão apresentados e debatidos cinco temas relacionados às políticas do MinC: Sistema Nacional de Cultura, Programa Cultura Viva; Programadora Brasil: Democratização do Acesso ao Cinema Nacional e Apoio ao Circuito Audiovisual     Alternativo, Diversidade Cultural e Patrimônio Imaterial.  As inscrições poderão ser realizadas através do fone fax (96) 3241-6011 ou e-mail seminariopncamapa@gmail.com.

 

Assessoria da Secult

Escrito por Márcia Corrêa às 18h41
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Caixa abre seleção para patrocínio a festivais de dança e teatro

A Caixa Economica Federal disponibiliza a partir desta segunda-feira, dia 25 de agosto, no endereço eletrônico www.caixa.gov.br/caixacultural, regulamento para seleção para patrocínio de festivais de teatro e dança. Os interessados devem enviar as propostas via Correio até 26 de setembro. Os festivais serão selecionados para ocorrer de janeiro a dezembro de 2009, em todo território nacional. A CAIXA vai destinar R$ 2 milhões para os projetos de teatro e R$ 900 mil para os de dança. As dúvidas sobre a seleção devem ser encaminhadas eletronicamente, por meio do site. O resultado será publicado no site da CAIXA até o final de outubro.

O artesanato nacional ganha novo fomento na CAIXA com o Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro. Também a partir de hoje, está disponível no site caixa.gov.br/caixacultural o regulamento da seleção pública de projetos. As inscrições podem ser enviadas via Correios até 24 de outubro. O resultado será publicado no site do banco, até o final de novembro. O patrocínio concedido pelo Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro contemplará as várias etapas do processo produtivo, visando o desenvolvimento de comunidades artesãs e a valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira. 

Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal

Escrito por Márcia Corrêa às 18h30
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Wagner Ribeiro expõe Macapaba

Por Ana Pinheiro

 

Acontece no dia 29 de agosto, no hall de entrada da sede do Sebrae, a partir das 20h, a Exposição Macapaba, do artista plástico Wagner Ribeiro. A exposição é uma homenagem ao primeiro nome da capital e serão expostas 20 obras que retratam a história de Macapá. Segundo o artista Wagner Ribeiro, “as obras representam a evolução urbanística que a capital vem vivendo nos últimos anos, tendo como diferencial o olhar artístico para que as obras contribuam com a cultura do Estado, por meio das artes plásticas”, disse.

 

Wagner Ribeiro atua há nove anos, como artista plástico e recentemente foi convidado pelo Senado Federal para participar de uma coletiva com vários artistas brasileiros por conta de sua obra chamada Exótica. A obra vai ser catalogada no Anuário dos Artistas Brasileiros, um livro que combina os nomes mais consagrados da arte com a recente produção nacional, abrindo espaço para os jovens artistas do país. Os preços das obras a serem expostas variam entre R$ 800 e R$ 2.800. O artista pretende, ainda, levar a exposição, à 45ª Expofeira, que acontece de 6 a 14 de setembro, no Parque de Exposição da Fazendinha. Além disso, suas obras terão visibilidade internacional, já que nos próximos meses fará uma exposição em Londres, em um dos hotéis Hilton. Na ocasião estarão reunidos artistas e músicos amapaenses.

Escrito por Márcia Corrêa às 18h26
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Segunda-feira , 25 de Agosto de 2008


Goiabeira

Acordou naquela manhã sentindo-se um saco vazio embrulhado em pijama amarelo de bolinhas minúsculas, cuja barra fazia descer delicadamente sobre a pele clara meio palmo de renda branca.

 

O sol daquele verão melancólico castigava o quintal solitário e sem sombras, que havia pouco perdera de morte sua velha amiga goiabeira.  A tristeza sobrava no ar quente. Nenhum ruído... Nem o cantar dos passarinhos, desolados para sempre sem sua copa/casa.

 

Queria ela expor-se ao sol cáustico e mudo, até que seu corpo se desintegrasse em cinzas, expurgando a maldade que sentira no homem invisível do outro lado do muro. Então, viria o vento e espalharia seus fragmentos até onde ninguém mais pudesse acolhê-los.

 

E quando a estação das chuvas regressasse de seu longo exílio, ou mesmo quando o céu, por livre arbítrio, decidisse banhar a terra devolvendo esperança às sementes, a água pura se encarregaria de dissolver seus últimos vestígios.

 

Restaria a alma errante e bela, a transitar transparente e livre além das portas e janelas.

 

Márcia Corrêa

13.08.08

Escrito por Márcia Corrêa às 13h36
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Essa gente...

Gente que vive

pra fazer a gente feliz

é assim transparente.

Ri, se abraça, canta,

diz coisa inteligente.

Fala também muita bobagem,

de um jeito solto,

intermitente.

Rima a vida

num lencinho de papel,

e faz dela

uma cantiga diferente.

Gente assim

não morre nunca.

Vôo raro

no coração da gente.

 

Márcia Corrêa

Ago/2008

 

Para Joãozinho Gomes, Marcos Quinan, Clícia Di Miceli e Sérgio Souto.

Escrito por Márcia Corrêa às 00h22
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O que vem do Norte

A pesquisa encomendada pelo Sistema Fecomércio-RJ é quem nos dá os números e eles merecem reflexão e muita atenção da família, cuja importância é decisiva, dos gestores da educação e dos professores, que na verdade deveriam ser educadores e, lamentavelmente em sua grande maioria, não são.

 

No ano de 2007 mais da metade dos brasileiros passaram longe de qualquer programação cultural e, 69% deles não leram sequer um livro, um único livro. Falta de hábito foram na maioria as respostas.

 

A urgência faz a hora de exigir dos professores que leiam alguns livros por ano como obrigação curricular e funcional. A urgência faz a hora de aparelhar nossas escolas com bibliotecas e obras diversificadas e atuais, para incentivar e influenciar os estudantes e suas famílias no habito da leitura.

 

No País existem hoje um pouco mais que seis mil bibliotecas públicas e, a quase totalidade delas, mambembes e entregues ao descaso absoluto. Nas poucas escolas da rede de ensino que mantém alguma funcionando, a pobreza do acervo é vergonhosa.

 

Na Amazônia geográfica existem mais ou menos trezentas bibliotecas públicas, mas o número de organizações privadas é incalculável, as tais não governamentais, que não se sabe direito o que fazem, mas sobrevivem usando benesses do poder público – imóveis, verbas, isenções de impostos, transito facilitado etc... Poucas, mas muito poucas mesmo, exercem o objetivo social de educar o homem.

 

A abnegação de alguns é insuficiente. Somos a 11ª economia do mundo com uma assustadora deficiência de conhecimento. Achar que a modernidade da Internet vai resolver todos os problemas é no mínimo uma irresponsabilidade. Ensinar a ler primeiro é que pode abrir o universo para todas as possibilidades adormecidas em nossos estudantes. Moderno é saber ler, escrever, se conhecer, raciocinar, interagir e se formular diante da vida. 

 

Ainda jovem, se descobriu na leitura, na literatura, no convívio com a obra de grandes escritores e poetas, desvendando e reconhecendo seu próprio caminho.

 

Os primeiros versos, a música brasileira, mais um deslumbramento - outro reconhecimento.

 

Na esquina da Av. 1° de Dezembro com a Rua Itororó, ( hoje Dr. Enéas Pinheiro) em Belém, entre um grupo de jovens artistas e suas inquietações - o sonho e os primeiros companheiros.

 

Cont.

Escrito por Márcia Corrêa às 00h20
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O que vem do Norte (cont.)

No contato com as obras dos poetas, compositores e cantores independentes pulsando para se consolidarem definitivas – O sonho, os companheiros e a formatudo junto, era mesmo seu caminho.

 

Com a simplicidade estampada em cada gesto a timidez não o revela, apenas disfarça a sabedoria de capturar discretamente a vida ao seu redor para reordenar seus sinais na intimidade da sua criação. Não pensem em solidão, é intimidade mesmo, é o momento em que se transmuda para seduzir as palavras, cantarolar para frases inteiras, deflorar metáforas e copular com a inspiração, que aonde vai o segue como chama que nunca se apaga.  

 

É do interior, nascido uma e muitas vezes aqui e por aqui. Como parido de onça, de um igarapé, de uma magra palmeira ou num batuque enquanto a flecha passava. Também nasce de versos e rimas, de brasis e de pessoas, nasce do centro, dos lados ou do interior de algum detalhe quase imperceptível.

 

É um dos maiores poetas e letristas da Amazônia e do Brasil. De sua obra muita coisa ainda é inédita, não na poesia como nas centenas de letras musicadas.

 

Do letrista apenas uma pequena parte esta registrada pelos próprios parceiros e alguns outros artistas, talvez nem vinte por cento das canções feitas com Lôbel, Luhli e Lucina, Nilson Chaves, Rafael Lima, Walter Freitas, Genésio Tocantins, Eudes Fraga, Elton Ribeiro, Juraildes da Cruz, Jean Garfunkel, Mário Moraes, Marco André, Cláudio Lobato, Lano Cabral, Marco Antônio (Marcão), Salomão Habib, Albery Jr, Cláudio Nucci, Jane Duboc, Telma Tavares, Marta Strauss, Madan, Paulo Fraga, Rafael Altério, Ziza Padilha, Sérgio Souto, Enrico Di Miceli, Celso Viáfora, Chico César, Vital Lima, Sebastião Tapajós, Felipe Cordeiro, Pedrinho Callado, Osmar Júnior, Marcelo Sirotheau, Aldo Moreira, Miguel, Pedrinho Cavalero, Amadeu Cavalcante, Val Milhomem, Augusto Hijo, Mário Mouzinho, Helder Brandão, João Milhomem, Ricardo Iraguani, Vicente Moura, Marcelo Schneider, Cléverson Baia, Vicente Barreto, Zeca Baleiro, Marco Antonio Quinan, Cuca Nonato, Zé Luiz Manechi, Pratinha Saraiva, Orestes Mourão, Tó Nascimento, Macário Lima, Irene Portela, Tato Fischer, Klébi Nori, Delço Taynara, Fernando Carvalho e comigo.

 

Difícil andar pela Amazônia sem ouvir e cantarolar um verso saído de seu ofício, na música de algum parceiro. Mais difícil ainda não entender sua influência esparramada pelo caminho que percorre. 

 

Mestre-aprendiz - orgulho de todos os companheiros, parceiros, amigos, irmãos e muitos brasileiros.

 

Sua obra é também recomendada para quem quer conhecer e falar da Amazônia ou entender melhor a palavra simplicidade.

 

À Benção Joãozinho Gomes,

 

Marcos Quinan

 

Adquira o trabalho de artistas amazônicos e brasileiros na www.ladodedentro.com.br

 

Texto publicado originalmente no site www.festivaisdobrasil.com.br

 

 

Escrito por Márcia Corrêa às 00h18
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Quinta-feira , 21 de Agosto de 2008


Concertos de Verão trazem chorinho nesta sexta

Marinaldo Martel Quarteto no Concerto da última sexta (Foto Chico Terra)

 

O projeto Concertos de Verão, da Confraria Tucuju, se consolida como uma alternativa de lazer e cultura de alta qualidade nas noites de sexta-feira em Macapá. Privilegiando a música instrumental clássica e popular, o projeto reúne os melhores músicos do estado em apresentações ao ar livre e com acesso gratuito, na bela paisagem histórica do Largo dos Inocentes.

 

Pensados inicialmente para ocorrer no final da tarde, os concertos tiveram que sofrer alterações de horário em função da realização das missas na Matriz de São José. Agora, começam às 20 horas e se estendem por uma hora e meia. “O público está cada vez mais presente e fiel”, disse a presidente da Confraria, advogada Telma Duarte.

 

“Esse projeto foi uma ousadia que nos surpreendeu. As pessoas gostam do que é bom, só precisam ter oportunidade de acesso”, analisa Telma. Os concertos acontecerão durante todo o verão, sempre às sextas-feiras, no horário de 20 horas. “Com essa mudança de horário, dá tempo de as pessoas irem até suas casas tomar um banho, como é hábito aqui”, explica a presidente.

 

Para fechar o mês de agosto, o grupo convidado é Lolito do Bandolim e Regional, que se apresentará amanhã (22), com repertório de chorinhos. Na última sexta-feira do mês, 29, acontecerá o Sarau do Largo dos Inocentes, que transforma o centro histórico da cidade em um grande corredor cultural, com várias manifestações artísticas.

 

Para o mês de setembro, a programação dos Concertos de Verão está quase fechada, e tem surpresa. A última sexta do mês trará um grupo instrumental de Belém do Pará, como convidado. A idéia é ampliar os horizontes do projeto, proporcionando intercâmbio entre os instrumentistas daqui e de outros estados da Amazônia. Na lista estão o Trio Manari, de percussão e o virtuose Salomão Habib.

Platéia fiel para a música instrumental no Largo (Foto Chico Terra)

Escrito por Márcia Corrêa às 20h41
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